https://jandirjr.cc já esteve em outros hiperlinks. Como um arquivo nômade, migrou de página em página, levando conteúdos de uma para outra, e somando mais informações ao longo dos anos. Tem minha certidão de nascimento, desenhos de infância, mensagens de colegas, memórias de trabalho, experiências em arte, anotações, referências… coisas que, inclusive, e com algum esforço, consegui fazer como algo na universidade. Em 2016, defendi essas anotações como meu Trabalho de Conclusão de Curso na graduação. Como um só texto que, juntando arquivos que datam desde 1989, se fez num contínuo entre a universidade e experiências extrainstituicionais. Como um TCC que continuou sendo redigido, mesmo após a aprovação da banca.
Mas quando cheguei com ele ao mestrado, decidi encerrar. Um pouco por estar desacreditado da ânsia de memória, um tanto por querer escrever pra fora da universidade, em cartas, e-mails, em mensagens. Acrescentei à página grandes espaços vazios, finalizando com um último post protegido por senha. Assim permaneceu por quatro anos.
No dia 12 de outubro de 2024, depois de organizar, atualizar, mexer em algo, retomei. Desbloqueei o post da senha, risquei uma de suas palavra e voltei a utilizar o site. Deste ponto em diante, pus um título na página: com cópia.
O que faço, enviar mensagens para quem nunca me viu, terá no https://jandirjr.cc uma gaveta de cópias das correspondências enviadas; espaço de retrabalho e rascunho, na medida em que, mesmo que pareça cronológico e linear, será revolvido, continuará sofrendo alterações, com entradas novas de memórias antigas, como um bilhete que enviarei em 2015 e chegará só amanhã, fora do fluxo dos feeds infinitos, trabalhando no passado enquanto os olhos voam para o futuro. Como se fosse possível um refúgio acrônico.