Hoje, 08/10/2015, há mais de um ano sem usar outros calçados que não chinelos, tive que voltar a calçar um de meus antigos tênis para voltar a trabalhar. Ao observá-lo, pude relembrar que todos esses tênis que não calçava até então conservavam em sua superfície espessas camadas de poeira, acumuladas neste ínterim de ociosidade. Decidi, visto isso, calçar meu tênis tal qual o encontrei, empoeirado. E calçarei todos esses tênis  empoeirados, já que retorno a usá-los por conta do trabalhar.

 

Sem título | 2015 | Ação

Descrição de uma entrada em um diário pessoal na 3ª pessoa do singular, realizada em proposição de Daniel Jablonsky e Lisette Lagnado no Programa  de Práticas Artísticas Contemporâneas – Nível II, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage | 2015 | Impressão sobre papel|21 x 29,7 cm.

Coletivo Infinito* é composto por todos os seres que foram, são e serão espectadores, público, audiência, dentre outros termos que designam aqueles ao que algo se destina. O coletivo participa de todos os eventos acontecidos  e, atualmente, atua em todo o mundo.

*Graças à condição anacrônica do coletivo, seu nome foi inspirado na  escultura Endless Column, de Constantin Brancusi, que, por sua vez, reproduz a estrutura lógica já presente no Coletivo Infinito em sua Endless Column. (N.T.)

 

Coletivo Infinito | 2015 | Site

“Coloquei o envelope em outro, reenviei e hoje ele retornou (novamente).”

Mensagem enviada a Paulo Nazareth via http://www.facebook.com no dia
02/11/2015 junto à imagem ao lado

“Oi Jandir, espero que esta bem. te agradezco muitíssimo o envio desta arte postal. pezco-lhe desculpas pelo transtorno que possa ter tido. estou tendo problemas com o carteiro que não quer levar as cartas ate o enddrezco, ele insiste que a rua acaba antes dde comezar por sua inesistencia oficial embora a mesma seja concreta y ele a veja sempre que esta nas proximidades. ele entregou carta de paris y outras localidades estrangeiras , mas tem se negado a entregar cartas tupiniquins. vou pendi-lo mais uma vez o favor de entregar as cartas nacionais. gostaria de ter suas cartas no pequeno catalogo que pretendo publicar…um forte abrazo. paulo “

Mensagem enviada por Paulo Nazareth via http://www.facebook.com no dia
02/11/2015

“Obrigado, Paulo. O conteúdo da carta já nem é tão importante. Espero estar
colaborando com a bienal ao enviar essa carta diversas vezes. E enviarei novamente.

Abração! ”

Mensagem enviada a Paulo Nazareth via http://www.facebook.com no dia
02/11/2015

Em 03/11/2015 este envelope foi inserido em outro e reenviado à Bienal de Veneza-Neves

Até a presente data o envelope não retornou à minha residência e tampouco sei se ele chegou a seu destinatário

 

“Oi, Paulo. Enviei um envelope para a Bienal de Veneza-Neves4 há um tempo. Hoje ele voltou para minha casa, pois o correio disse que o número indicado não existia. Envio imagens do envelope, carimbado. Grande abraço! E parabéns (i.e.: obrigado) pela iniciativa. ”

Mensagem enviada a Paulo Nazareth via http://www.facebook.com no dia 10/07/2015

Em 01/09/2015 este envelope foi inserido em outro e reenviado à Bienal de Veneza-Neves

 

Proponho que na abertura da V Bienal eu me descalce e coloque em  exposição os calçados que até então usava com suas solas à mostra, para cima, dispostos no chão. Permanecerei então descalço durante toda a abertura da exposição, voltarei para casa ao final e seguirei com minha vida. Quando a V Bienal terminar, poderei voltar a calçar os calçados que proponho expor.

 

Projeto entregue à V Bienal da EBA/UFRJ – Tempo | 2015

Um celular desapareceu da instalação Shopping chão nas primeiras duas horas de sua montagem na Av. Lauro Sodré.

No dia seguinte toda a instalação havia desaparecido.

 

Shopping chão | 2015 | Materiais diversos | 3 x 1,5 m | Vista da montagem na  Av. Lauro Sodré, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ. | Realizado em colaboração com o projeto Esquina do Encontro, vinculado à Casa Daros

Propus à equipe de Arte e Educação da Casa Daros convidar transeuntes nas ruas com a solicitação “Você me dá um minuto do seu tempo? ” e, a partir da aceitação em realizar a doação, marcar o tempo de um minuto em um  cronômetro, à vista do transeunte. O que os artistas-educadores que  participaram da ação fizeram ou não com esse um minuto doado esteve em suas responsabilidades, ou seja, eles, individualmente, que definiram como se daria seu contato com o transeunte, podendo usar para isso de quaisquer meios: suas falas, seus objetos, seus silêncios.

 

Você me dá um minuto do seu tempo? | 2015 | Ação | Realizado em colaboração com o projeto Esquina do Encontro, vinculado à Casa Daros | Registro fotográfico por Manuela Andrade