Por volta das 20h, BELLA fez sons dentro do cômodo que tranquei na kolor rio. Ora me eram inaudíveis, ali do lado de fora, e ora via pessoas se aglomerando e encostando os ouvidos na porta que tranquei para a ouvir melhor. Poucas pessoas tocaram a campainha enquanto ela esteve lá dentro.

Cerca de 30 minutos após o início de sua ação a encontrei na área externa da kolor rio. Sua apresentação havia terminado. Eu não tinha percebido.

 

Descrição sobre a intervenção de BELLA em minha instalação sem título na exposição inhabito, na kolor rio | 2015

Um cômodo é trancado e
em sua porta é instalada
uma campainha que,
quando acionada, soa em
seu interior inacessível.

 

Sem título | 2015 | Instalação de campainha em um cômodo fechado | Vistas da montagem na exposição inhabito, na kolor rio.

Entre (detalhe) | 2015 | Porta e adesivo | Vista da montagem na exposição inhabito, na kolor rio | Fotografia por Fernanda Vallois

Dispus objetos pessoais em uma calçada da Rua João Afonso (em frente a um local que sediava uma exposição em que participava à época) e estive  disponível a negociar propostas de troca, compra ou a olhares curiosos. Tudo pelo que troquei ao realizar esta ação, neste e em outros lugares, passou  também a ser disponibilizado a olhares, trocas e propostas diversas ao ser disposto no chão junto às minhas coisas ali.

 

Shopping Chão | 2015 | Ação | Vista da montagem na Rua João Afonso,  Humaitá, Rio de Janeiro, RJ. | Registro fotográfico por Oscar Aramendi

não tem pintura
não tem fatura
não tem Autoria com “a” maiúsculo nem autorias (mas acho que há
disputas)
não tem vídeo
não tem cor
não tem o outro (porque não tem eu)
não tem inutilidade (da premissa que “a arte é inútil”)
não tem colagem
não tem revolução (mas talvez tenha uma revolução calma)
não tem missão, visão nem valores
não tem democracia, justiça, igualdade ou estética relacional
não tem beleza (já que ela ainda está sendo disputada entre o automóvel e a vitória de samotrácia, peleja inaugurada no manifesto futurista)
não tem modelagem (apesar de ter desbaste)
não tem estabilidade
não tem só arte
não tem solidão
não tem perfeição
não tem resignação
não tem pauta única, manifestações pacíficas ou o grito do “sem violência” proferido nas ruas em 2013
não tem prolixidade não tem vontade de saber, de fazer, de existir…
não tem cavaleiro
(tem cavalo)
não tem música
não tem ininterrupção
não tem encontro a dois (só poligamia, relações abertas, orgias…)
não tem imperativo
não tem posse
não tem sábio
não tem liberdade
não tem assinatura que eu dê em coisa minha com a consciência limpa.

 

Lista das coisas que eu acho que não tem em meu trabalho, realizada em proposição de Marta Mestre no programa de Práticas Artísticas  Contemporâneas – Nível II, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage | 2015

Dispus objetos pessoais em um espaço no evento Amostra Grátis, no Sesc  Tijuca, e estive disponível a negociar propostas de troca, compra ou a olhares curiosos. Tudo pelo que troquei ao realizar esta ação, neste e em outros  lugares, passou também a ser disponibilizado a olhares, trocas e propostas  diversas ao ser disposto no chão junto às minhas coisas ali.

 

Shopping Chão | 2015 | Ação | Vista da montagem na Amostra Grátis, no Sesc Tijuca | Registro fotográfico por Robnei Bonifacio

No transcorrer de 2015, utilizei essa caneta detectora de cédulas falsas apenas em cédulas verdadeiras. | 2015 | caneta detectora de cédulas falsas

Dispus objetos pessoais, junto à objetos pessoais de Marina Jerusalinsky,  artista e educadora na Casa Daros, em uma calçada da Av. Lauro Sodré e  estivemos disponíveis a negociar propostas de troca, compra ou a olhares  curiosos. Tudo pelo que troquei ao realizar esta ação, neste e em outros  lugares, passou também a ser disponibilizado a olhares, trocas e propostas  diversas ao ser disposto no chão junto às minhas coisas ali.

 

Shopping Chão | 2015 | Ação | Vista da montagem na Av. Lauro Sodré, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ. | Realizado em colaboração com o projeto  Esquina do Encontro, vinculado à Casa Daros | Registro fotográfico por Manuela Andrade