Pique-pedra
Número de participantes: Indeterminável
Duração: Indeterminável
Regra: Deslocar pedras

Obs.:
-Pique-pedra teve início quando deslocada a primeira pedra (semântica e/ou fisicamente) e acontece até hoje, sem previsão de término. Com isso, o número de participantes e seus impactos no jogo também não puderam ser aferidos com precisão.
-Ao que tudo indica, este jogo ocorre desde tempos inenarráveis. Logo, quem o nomeia Pique-pedra não é seu criador, apenas se inscreve como jogador ao realizar este ato.
-Única regra apreendida, basilar, o “Deslocar pedras”.

 

Pique-pedra | 2013 | Texto

Um certo azul do céu é tão azul que só o sangue é mais vermelho

Paul Claudel*

A conversa visa acontecer a partir da relação das cores com os materiais que lhe dão origem. Acontecerá dentro da exposição Vontade Construtiva através da observação dos pigmentos utilizados nos trabalhos de Manfredo de Souzanetto e Alfredo Volpi, bem como de seus processos de manufatura.

 

*MERLEAU-PONTY, Maurice, O visível e o invisível, cit., p. 174.”

 

Sinopse da conversa de galeria Cor: processo e materialidade| 2013 | Conversa de galeria realizada no Museu de Arte do Rio

13/08/2013

Jandir

O grupo, formado por 20 crianças de 9 a 10 anos e 2 professores, tinha como interesse no agendamento a história e cultura do Rio de Janeiro. Tendo em vista isto, no acolhimento perguntei como eles viam o Rio de Janeiro. As respostas foram diversas: alguns uma garotinha falou que viu o Rio de Janeiro de cima quando viajou de avião, outro via achava o lugar onde morava super legal, já que era ótimo pra soltar pipa. Enfim, após ouvir essas informações falei que tinha um problema: Que colecionava Rios de Jan Janeiro e queria que o grupo desenhasse o Rio de Janeiro deles, porém só dispunha para isso de um pequeno pedaço de papel e de uma caneta preta (Bic). A maioria das manifestações foram contrárias. Eles alegavam que o papel era pequeno, que não caberia o mar e as montanhas. Dois garotos, mais valentes, disseram que seria fácil desenhar, apesar de naõ saberem ao certo o que iriam fazer. E após animá-los falando que seria mais fácil pensar no desenho ao visitar a exposição Imaginário entramos no espaço expositivo.

(…)

Ao final da visita nos reunimos no térreo pra para realizar o desenho. Todos queriam, a princípio, desenhar o cristo redentor ou o Pão de açúcar. Joguei um problema: Falei que outros lugares e coisas poderiam representar o Rio tão bem ou melhor que o Cristo. Dei o exemplo do meu cachorro, que foi encontrado na rua e que por isso me lembrava alguns lugares afetivos que eu chamava de Rio de Janeiro, lar… Perguntei novamente. A maioria massiva queria o Cristo Redentor. Alguns poucos o pão de açúcar. O Cristo foi então desenhado. Fomos ao final no morrinho, na parte externa. Parte do grupo s se admirou com essa forma de “desenhar o Rio”. Boa parte se atentou com afinco → ao cachorro no deitado do lado de fora.

 

Sem título | 2013 | Anexação de arquivo com grampos e caneta esferográfica no caderno dos educadores do Museu de Arte do Rio | 21 x 29,7 cm. cada

Frames do registro audiovisual da distribuição dos panfletos do Clube do silêncio. Filmado por Cassio Andrade | 2013

Contratei um designer que desconhecia para que fizesse a identidade visual para este panfleto com as instruções do Clube do silêncio, escritas por mim. Distribui os panfletos em diversas regiões do Rio de Janeiro entre meados de 2013 até o dia 27 de Outubro de 2014, um dia após o segundo turno das eleições presidenciais.

Clube do silêncio | 2013-2014 | Ação

2013-10-06 21.21.04 - Bruce Nauman, Corredor, 1968-70, corredor com circuito interno de tv (in KRAUSS, Rosalind, Caminhos da escultura moderna, pág. 288)2013-10-06 21.21.04 – Bruce Nauman, Corredor, 1968-70, corredor com circuito interno de tv (in KRAUSS, Rosalind, Caminhos da escultura moderna, pág. 288)