Estudo para castelo

30/08/2013 – 19:17 – Percebi, após guardar os arquivos de Fernando Rosa, que havia salvado uma imagem, nomeada sem título, de um printscreen de uma postagem de minha mãe no Facebook em 24 de Junho de 2013 com uma das fotografias feitas por mim em 08/06/2013.

 

sem título

Estudo para castelo

30/08/2013 – Hoje lembrei de salvar na pasta deste estudo para castelo os desenhos de palácios de Fernando Rosa, arquivos de nome DSC02439 – Cópia, DSC02439, DSC02440 – Cópia (2), DSC02441, DSC02459, DSC02461, DSC02462, DSC02464, DSC02465, DSC02469, DSC02470, que me vieram a memória quando realizei as associações entre o sonho de minha mãe e as imagens que fotografei. Lembro de ver essas imagens em uma apresentação do processo de criação de Fernando em 2011 em uma das aulas que frequentamos juntos.

 

DSC02439 - CópiaDSC02439DSC02440 - Cópia (2)DSC02441DSC02459DSC02461DSC02462DSC02464DSC02465DSC02469DSC02470

Estudo para castelo

08/06/2013 – 17:50 – As imagens IMG_3530, IMG_3531, IMG_3532, IMG_3534, IMG_3535, IMG_3538, IMG_3539 e IMG_3540 foram feitas a partir de um pedido de minha mãe, Maria Elisabeth Rodrigues dos Santos. Uma associação com o sonho relatado na imagem Facebook 1 foi realizada por ela posteriormente a feitura das fotografias descritas acima.

 

Facebook 1IMG_3530IMG_3531IMG_3532IMG_3534IMG_3535IMG_3538IMG_3539IMG_3540

Autorretratos | 2012 | Texto | Trabalho não entregue à Profa. Angelica de Carvalho na disciplina de fotografia, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, por não conseguir me inscrever na disciplina

“O complexo Presidiário da Frei Caneca, criado para ser a prisão modelo do Império brasileiro, foi uma das primeiras prisões penais da América Latina. Fruto das ideias iluministas e inspirada no conceito de pan-óptico, formulado pelo filósofo Jeremy Bentham, a prisão moderna permite que se observe o preso por todos os ângulos.

Primeiro, foi escolhido o local, de 64 mil metros quadrados, onde funcionaria a prisão; situado nas chácaras do Catumbi, região de mangues e pântanos, que ficava mais longe das ruas centrais da cidade. As obras duraram de 1833 a 1950 e contaram com a participação de presos que depois seriam abrigados naquele local.

[…]

O fim do complexo penitenciário começou em 2003, com a demolição do presídio feminino Nelson Hungria, transferido para o Complexo de Bangu VI, e da escola de gestão penitenciária. Havia 3.204 detentos no total das instituições que o Complexo abrigava. Em 2006, foram desativadas e demolidas as penitenciárias Milton Dias Ferreira, Lemos de Brito e Romero Neto. Em março de 2010, foram abaixo mais oito prédios, com 600 kg de dinamite. Em julho do mesmo ano, foi implodido o presídio Hélio Gomes, para doentes mentais, o último do Complexo que ainda restava em pé.”

MELLO, Marisa S. História da construção do Complexo Presidiário da Frei Caneca. Em VERGARA, Carlos Liberdade. Rio de Janeiro: Governo do Estado, 2010 [jornal publicado por ocasião da exposição Liberdade na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro]. (grifo meu)
64 mil metros quadrados acontece no site http://64milmetrosquadrados.tumblr.com/, onde são postadas imagens de objetos, lugares e situações mensuradas em m². Vinculado à cada imagem há um número, que indica quantos metros quadrados foram ocupados até o momento, somando todas as medidas das imagens postadas anteriormente mais a medida da imagem em questão. Todas as medidas correspondem às medidas reais dos objetos, lugares e situações apresentadas.  E o espaço a ser ocupado pelo total de postagens tem seu limite fixado em 64.000 m², que não poderá ser ultrapassado.

29.05.2016 – abandono do 64 mil metros quadrados incompleto (motivo, que expus em meu arquivo no dia 29.5.2016 – https://processofolio.tumblr.com/post/145107870644/oi-quero-dar-uma-guinada-em-dire%C3%A7%C3%A3o-a-endere%C3%A7ar)

(4.8.2017 – aline começa a estudar sobre o abolicionismo penal e, quando digo que este tumblr fiz baseado na medida do terreno onde esteve o presídio frei caneca, que o fiz pensando na estranha relação de liberdade e prisão contida nesta medida em metros quadrados – um cerco; ela mesma um “território liberdade”; nas palavras de antonio dias -, ela me dá de presente um papelzinho onde escreveu “e a liberdade para rafael braga? 8″ e diz que é para somar aos mais de 11 m² que já estavam aqui, ansiosos por sua vez em somar 64 mil m²; somando-se somente para somar 64 mil, imagem da liberdade e da prisão ao mesmo tempo, habitando um só. metragem que perpassa uma só vida corriqueira e desimportante: a minha)

64 mil metros quadrados | 2012-2017 | site

(Auto)retrato | 2012 | Grafite sobre papel | 21 x 29,7 cm. | Realizado exclusivamente para capa do livro Calçada, escrito por mim e por Felipe Garcia, a ser lançado