Antonio Amador

<amador.pintura@gmail.com>9 de abril de 2016 01:04

Para: natalia nichols <natalianichols@gmail.com>, luciana Grizotti <lugrizotti@gmail.com>, “Jandir Jr.” <mailexpressivo@gmail.com>, Aline Besouro <besouroaline@gmail.com>, Pollyana Quintella <pollyquintella@hotmail.com>, Maria Clara Boing <mariaclaraboing@gmail.com>, Max William Gua Selva <maxwilliammorais@gmail.com>, Leandro Santana <leandrosp_santana@hotmail.com>, heleprib@gmail.com, Helen Polycarpo <helenprib@gmail.com>, Dally Schwarz <dallyschwarz@gmail.com>

Olá, Pessoas!

Durante a roda de astrologia que aconteceu na última quarta-feira, surgiu uma ideia entre os participantes (Eu, Lu e Jandir) que achamos legal e queremos compartilhar com vocês.

A ideia é montar um espaço virtual sobre a produção de cada uma. Assim, achamos que a partir da conversa sobre a produção do outro, possa gerar algum tipo de propulsão, estímulo, referência ou qualquer outra coisa.

Nesse sentido, este é um convite para participar. Quem topa isso?

Para as coisas não ficarem no ar e em um “sim, vamos fazer e nunca acontece” Montamos um pequeno cronograma.

A pessoa que for mandar a produção para o grupo, irá enviar por e-mail o seguinte material

*Produção. (Portifólio / texto/ artigo/ ensaio/ poesia/ pedra/ joelho/ etc.)*MiniBio em 5 linhas*Texto de, no mínimo, uma palavra até, no máximo, uma lauda sobre pesquisa pessoal.

O grupo irá apreciar esse material e enviar para a pessoa alguma resposta sobre o que acha dessa produção. Acho o texto uma plataforma legal, pois cria um espaço de diálogo crítico com a produção do colega, entretanto, pode ser livre também.

Logo após, outra pessoa irá mandar a sua produção e o ciclo recomeça.

O que acham? Quem quiser topar, peço que por gentileza, responda esse e-mail de forma positiva. Também pode ser legal, quem quiser, chamar outras pessoas que não estão nesse e-mail e que toparia entrar nessa ideia.

Aguardamos respostas até o dia 13/04. Por que esse dia? Segue calendário abaixo:

Envio de produção –

Antonio Gonzaga Amador

13/04

Respostas: 27/04

Envio de produção –

Luciana Grizotti

02/05

Respostas: 15/05

Envio de produção –

Jandir Jr.

16/05

Respostas: 29/05

Envio de produção –

aberto a uma próxima pessoa

30/05

Respostas: 13/06

O calendário está aberto as pessoas próximas que quiserem aderir!

Abraços e bom final de semana a todos!

Antonio Gonzaga Amador.
Site: www.antonio-amador.com
Fanpage: https://www.facebook.com/amadorarte

 

leandrosp_santana@hotmail.com

<leandrosp_santana@hotmail.com>9 de abril de 2016 01:09

Poxa, acho a ideia super bacana e ficaria feliz em participar! 🙂

Enviado do Outlook Mobile

Aline Besouro

<besouroaline@gmail.com>9 de abril de 2016 08:49

achei lindo, podia lançar isso num blog tambeem, por mim ja to dentro da proxima data disponivel

Luciana Grizotti

<lugrizotti@gmail.com>9 de abril de 2016 11:09

Sim. Vai ser incrível. E Aline, acho ótimo a ideia do blog. Eu como sou uma pessoa dos antiquários e memórias, tinha até falado com os meninos que isso poderia gerar uma publicação no papel mesmo. Mas deixa fluir haha. Você então depois do Jandir!

Pollyana Quintella

<pollyquintella@hotmail.com>9 de abril de 2016 11:11

muito legal pssoal. to dentro.

Dally Schwarz

<dallyschwarz@gmail.com>9 de abril de 2016 11:35

Gente,

não consegui ir, mas acho que pode ser bem bacana sim! Vou me organizar pra estar no proximo!

Antonio Amador

<amador.pintura@gmail.com>13 de abril de 2016 23:05

Olá a todos! Boa noite!

Dando prosseguimento ao proposto, compartilho com vocês a minha produção.

Ela se encontra no formato de Portifólio. Minha miniBio se encontra dentro do portifólio.

Como o documento é grande, compartilho um link no drive para vocês visualizarem melhorLink:

https://docs.google.com/presentation/d/1SJBStpgyY9yGwKTFwAQhKU8TWWkLuQodsNLN0NQvLhk/edit#slide=id.g1100646e25_0_2

O texto sobre meus trabalhos está em anexo.

Obrigado,

Ps: só lembrar a data de dia 27/04 e que a próxima pessoa será a Luciana Grizotti no dia 02/05!

Antonio Gonzaga Amador.
Site: www.antonio-amador.com
Fanpage: https://www.facebook.com/amadorarte

 

Breve texto sobre minha pesquisa..docx

A pesquisa em processo, iniciada em 2014, parte de um desejo pessoal de produção de trabalhos em artes visuais sobre a minha condição biográfica e sua problematização. A condição biográfica focada é o fato de eu ser portador de Diabetes Mellitus tipo 1, doença metabólica, autoimune, crônica e de tratamento diário. Assim, pretende-se construir relações com essa condição biográfica específica e um contexto social e histórico do açúcar, buscando uma produção poética e de esgarçamento teórico-prático.

O primeiro movimento foi pensar a seguinte situação: Eu, um artista brasileiro portador de Diabetes e o açúcar. Dados da ADVFN¹ mostram que 70% do açúcar produzido no mundo provem da cana de açúcar. Dessa porcentagem, 21% dessa produção é brasileira, sendo o maior produtor de açúcar do planeta. Essa informação produz em mim uma zona de tensão. Como lidar com isso? Galeano (2005) em As veias abertas da América Latina traz um olhar claro para uma construção histórica sobre como isso aconteceu. Usando o nome de “Rei Açúcar” ele reflete como a cana de açúcar foi introduzida em contexto de exploração e criação de subdesenvolvimento no Brasil e que problemática isso provoca até hoje. A relação da história e cultura é explicada por Benjamin (2012) no texto “sobre o conceito de história”:

“Nunca houve um documento da cultura que não fosse simultaneamente um documento da barbárie. E, assim como o próprio bem cultural não é isento de barbárie, tampouco o é processo de transmissão em que foi passado adiante.” (p. 245)

Assim, essa “barbárie” explicitada por Benjamin e depois por Galeano pode ser visualizada nos dados atuais sobre o Açúcar.

Motivado por essa breve pesquisa, comecei a pensar trabalhos artísticos que trouxessem a tona essa minha condição biográfica específica, suas ramificações cotidianas e possíveis formas apresentação e linguagens do trabalho de arte.

¹ Informações retiradas do endereço eletrônico: http://wiki.advfn.com/pt/Commodity/:Açúcar, acessado pela primeira vez em 01/10/2014.

Jandir Jr.

<mailexpressivo@gmail.com>19 de abril de 2016 22:34

oi, antonio,

meu pai tem diabetes. escrevo isso antes de me deter com respeito ao seu trabalho, talvez porque sua atenção à sua condição diabética me transporte para cenas rotineiras que foram minhas paisagens domésticas desde nascido… ou mesmo porque elas me fazem vislumbrar um outro possível ao meu pai, já que você me lembra ele de alguma forma e já que ele me deu seu próprio nome, que agora carrego por aí… jandir jr.; só mais uma crítica sobre a condição autoral que tanto importa ao nosso campo artístico – ao assinar, sou meu pai também. e por isso me parece que falar sobre seu trabalho seja falar sobre mim mesmo, cara.

lembrei nisso do seu trampo co®tação do açúcar. é impossível que eu não tente farejar suas coisas a partir dos rastros desse corpo nordestino que acredito piamente que compartilhamos, eu, você e meu pai. eu não faço ideia de quem são os cortadores nos teus desenhos, mas eles poderiam ser daquelas pessoas as quais nos confundiríamos ao olhar de nossa janela dum ônibus à outra emparelhada, donde estariam. já aconteceu isso comigo: vi um homem num outro ônibus que estava num congestionamento ao lado do meu e pensei que este cara era meu reflexo. mas era mais um trabalhador cansado voltando pra casa, numa época em que eu era também um trabalhador cansado voltando pra casa.

eu acho q sei do que a diabetes do meu pai foi feita: de trabalho com alimentação ruim, alcoolismo, obesidade… melancolia disfarçada em dureza e sisudez masculina. mas hoje, meu irmão e minha irmã são também diabéticos. acreditamos que somos propensos a esta doença, ainda que eu insista em acreditar menos em motivos genéticos e mais em motivos sociais para a eclosão da diabetes no seio da minha família; trabalho, trabalho, trabalho…

hoje em dia eu convivo contigo em trabalho, te vendo todos os dias com papéis térmicos impressos com seus horários de entrada, saída, almoço… e controlando-os até onde dá, batendo cabeça com a máquina pra fazer ela produzir contigo, num ritmo de absurdos. seu trabalho todo com o açúcar acaba me parecendo, frente isso, a determinação dum ritmo outro pra sua própria doença…

“condição biográfica” é um termo engraçado que vc usa… não tanto pela palavra “biográfica” – acho que tudo tem se dado a partir da sua própria vida mesmo, né? – mas da palavra “condição”. me parece que imprimir suas próprias determinações ao que você chama condição seja o que caracteriza melhor aos meus olhos o que vc tem feito de mais surpreendente ultimamente. o que é paradoxal né – fazer a condição ser mutável é destituir ela mesma do lugar de condição, transformando-a em algo tão informe quanto o que não pode ser nomeado.

suas camisetas polo, bem sei eu, são parte dessa vontade de conduzir o ritmo. caso contrário, vc teria mudado seu vestuário ao entrar na universidade e ver aquelas pessoas todas vestidas como que num mundo paralelo ao do corriqueiro universo do homem comum anônimo nas vestes (logo, no corpo). e flertar com esse anonimato me parece tão absurdo a um artista… acho que me identifico.

desculpe falar sobre o que não está no seu portfólio. subverto a condução do ritmo que vc quis imprimir aqui – portfólio, minibio, texto sobre a pesquisa -, pois só desafiando seu procedimento de controle acredito te respeitar.

obrigado pela oportunidade.

té,

cargocollective.com/jandirjr

luciana Grizotti <lugrizotti@gmail.com>26 de abril de 2016 13:28

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Ei pessoal, eu sou a próxima então. Depois do Jandir vai Aline? jandir, adorei o texto. Adicionei uma amiga na lista dos e-mail.

inté! ;*

Antonio Amador <amador.pintura@gmail.com>26 de abril de 2016 20:33

ótimo, lu! Mais gente muito bem vindo!

Antonio Gonzaga Amador.
Site: www.antonio-amador.com
Fanpage: https://www.facebook.com/amadorarte

luciana Grizotti <lugrizotti@gmail.com>3 de maio de 2016 11:43

Bom dia! Aí vão meus dados. Meu portfólio ainda tá em montagem por motivos maiores, mas já dá para pescar muitas coisas.

Um beijão,lu

Portfólio:
http://cargocollective.com/lucianagrizoti

Minibio:

Formada em Comunicação social pela UNESA, em Artes Visuais pela UERJ e praticante de Astrologia, ultimamente tenho intensificado a mistura de todas essas áreas. Arte educadora por 7 anos em Instituições da cidade do Rio de Janeiro, como Oi Futuro, CCBB e Museu de Arte do Rio. Também realizei algumas exposições pela cidade, parte delas está no meu portfólio, e pratico astrologia entre todas as atividades. O fio que conecta as atividades, aparentemente tão distintas, sem dúvida é a relação que estabeleço com as pessoas e suas vidas.

Texto sobre a pesquisa pessoal:
Como citei na minibiografia acima, entre atividades aparentemente distintas que desenvolvo, a conexão que estabeleço é a relação com as pessoas, as memórias que carregam e o diálogo que podemos construir acerca das suas vidas (até mesmo a minha vida pessoal), a cidade e identidade (seja individual ou coletiva). Meu trabalho artístico habita nas possibilidades que a relação entre o texto e imagem podem construir, é a partir da custura das duas linguagem que dou forma a toda a pesquisa que brevemente descrevi, não posso negar que essa forma de expressão se solidificou a partir das minhas práticas em comunicação social e arte educação, áreas que desenvolvem as formas de se expressar na fala, no texto e na imagem. Juntando todos os ingredientes na panela de pressão artística, produzo meu trabalho com várias pinceladas, que agora ganha mais uma com meus estudos astrológico, mesmo não sabendo em que momento, e nem de que modo, as atividades poderão se encontrar, não excluo qualquer interrelação.

Luciana Grizoti
http://cargocollective.com/lucianagrizoti

Jandir Jr. <mailexpressivo@gmail.com>3 de maio de 2016 21:56

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Antonio Amador <amador.pintura@gmail.com>5 de maio de 2016 11:51

Olá, Lu!
Quando olho seus trabalhos, uma palavra sempre vem em minha mente: Processo.
É curioso pensar esse meu acesso aos seus trabalhos artísticos, pois é pensar que eles se desenvolvem intimamente ligados a você. Um trabalho que fala muito sobre como você se relaciona com as coisas do mundo, algo íntimo, mas que é ao mesmo tempo muito próximo a mim. Quando entro nos seus trabalhos, me dá a sensação que você partilha comigo essa intimidade. Eu me torno íntimo daquela sensação junto com você. E tudo isso se dá de uma maneira processo; algo nasce para mim naquele instante, eu percebo que isso tem um passado e que isso terá um futuro no qual eu não poderei mensurar, apenas se eu continuar vinculado aquilo.
Ultraútero. Eu falei tudo isso para me justificar em não conseguir me expressar direito a respeito desse trabalho. Ele me toca de determinada maneira que fica muito difícil falar. Olha que vi apenas o portifólio, pois a vontade que sinto é tê-lo perto de mim, materialmente. Acho que é a primeira vez que sinto uma necessidade de colecionismo arrebatadora. Vontade de olhar e ser olhado. De fazer parte desse processo. Entrar, imergir e emergir daquilo. Um mergulho para tocar e ser tocado.
………………..
“Panela de Pressão Artística” – adorei essa expressão. Acho que pensando o seu trabalho e as formas como ele se coloca no mundo, essa pressão artística no nosso campo(circuito) da arte é muito pertinente. A pressão que se(nos) coloca(mos) no processo artístico e como podemos tensionar essas coisas no mundo.

Espero…esse texto encontre  o toque que encontrei no seu trabalho,para você,
Lu.

Antonio Gonzaga Amador.
Site: www.antonio-amador.com
Fanpage: https://www.facebook.com/amadorarte

Aline Besouro <besouroaline@gmail.com>6 de maio de 2016 08:15

querides, não estou conseguindo atender a demanda de leitura e proposta desse email, por isso, não pretendo enviar meu portafolio antes de conseguir dar a atenção necessaria aos portafolios enviados anteriormente. farei isso tao logo for possivel.

beijos de amor

Jandir Jr. <mailexpressivo@gmail.com>18 de maio de 2016 11:32

Portfólio / texto/MiniBio/  estão aqui –
http://cargocollective.com/jandirjr

Beijos

Dally Schwarz <dallyschwarz@gmail.com>18 de maio de 2016 13:19

Po galera,

faço eco com a Aline, estou conseguindo ver um pouco de todxs mas ainda não tive como abrir meus diálogos. Assim que conseguir fazer isso, envio os meus.
Bjs!

Antonio Amador <amador.pintura@gmail.com>23 de maio de 2016 09:30

Olá,

Venho por meio dessa mensagem eletrônica a testar que aos vigésimo segundo dia do mês de maio de dois mil e dezesseis às quinze horas e quinze minutos na instalação artística Como viver no capitalismo sem dinheiro – Banco do Irreais, no Museu de Arte do Rio, Praça Mauá, número 5 e 10, Rio de janeiro, realizei uma fala destinada a pessoa que se auto declara “Jandir Jr” sobre sua produção artística e suas impressões que tal produção reverberam em minha pessoa.
Atesto a veracidade desse acontecimento e de seu conteúdo com o reconhecimento de firma, em futuro, desse e-mail no Primeiro Cartório de Arte do Rio de Janeiro, localizado na Rua Riachuelo, 325/ 806, Centro, Rio de Janeiro.
Atenciosamente,

Antonio Gonzaga Amador.
Antonio Gonzaga Amador.
Site: www.antonio-amador.com
Fanpage: https://www.facebook.com/amadorarte

luciana Grizotti <lugrizotti@gmail.com>24 de maio de 2016 14:41

Toda vez que eu penso em escrever um texto com referências teóricas, um viés mais acadêmico para exercitar todo meu estudo e escrita, algo me tira do foco e sai algo bem mais subjetivo. Será que sou Artista Textual? Contradizendo meu diploma de Artista Visual… A partir de hoje, se perguntarem minha profissão acho que devo dizer Artista Textual. O que acham? Obrigada por essa reflexão, pensei isso através das nossas trocas aqui.

Mas o assunto é Jandir. Jandir Jr., dialoguei com o papel sobre seu trabalho:

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Encontro de bandeiras – 29 de Maio de 2017

André Vargas

5 de junho de 2017 17:53

Para: “Jandir Jr.” , Janine Magalhães , Rodrigo Ferreira , Daniel Bruno , Guilherme Dias , natalia nichols , Gustavo Barreto

O texto aqui anexado foi escrito em virtude do encontro de bandeiras ocorrido na segunda feira, 29 de maio de 2017. Se você recebeu esse texto é porque de alguma forma você participou dessa exposição. Por favor, repasse esse texto às pessoas que você convidou se for o caso de ter convidado alguém.

Bandeira

 

Um convite foi feito para o fazer em correnteza: bandeiras de cores previamente estabelecidas e a espera pelo encontro, o junto de um conjunto. Mas era preciso soprar mais ventos nessa onda, convidados convidaram e a onda foi para não sei onde. Voltaria, mas com que força? Com que força ela foi? Não tenho, nem quis ter dimensão. Das pequenas bocas das lulas voltaria uma marolinha, o que também faria todo sentido, senti.

No dia muita coisa havia se modificado nas rotinas e nos trânsitos dos mundos e o dia já não era o dia para muitos dos sopradores de convites, convenhamos. As lulas assertivas diziam em coro a cada segundo, como pais maus conselheiros: eu não disse? Eu concordava, meneando a cabeça com os segundo que passavam no relógio de praça, passava a tinta preta no céu. Já era noite aquele dia e eu estava só. Carregava uma bandeira um uma praça hermética e pontilhada de turistas aqui e alí como almas transitórias. Achei que ia ficar só e só seria certo também, não era triste era o existe que me encontrava. Eu já me preparava para andar com minha bandeira a flamular maresias e conversas xoxas de transeuntes untados de saída de trabalho e maletas e gravatas e saltos mais altos, mas Jandir Jr apareceu alegre, Companheiro, como chamam no vermelho a bandeira-chama que embrasa a Brasilândia politicasta. Ele e sua bandeira, que já não me era uma novidade há tempos, mas que a cada momento é uma sem mudar. Branca, neutra, corpórea, simples, puída, viva e ambulante, algo fantasmagórica, algo alegórica e ainda assim nela mesma toda bandeira, onde o mastro é um ombro e de onde ele mostra o escombro ruinoso de um bom comprador de pano. O linho e a crueza do dia a dia já era ele.

Andamos. Conversamos. O que era aquilo que fazíamos alí para além de andar portando estranhezas? Ao menos os olhos munidos da guarda municipal punha em mira a nossa baderna interior. Averiguavam nossa bandeira exterior? Será que esperavam algo além da marola? Não ouviram o coral das lulas? Nós até tentamos obedecer certos comandos de desobediência, mas éramos erro a todo instante, até mesmo no errar, e caminhávamos mais errantes do que consoantes no cálculo, espetáculo. Testamos as luzes de uma sirene em fotografias que, metafóricas, anonimatam o tempo e o tampo das faces.  Elas diriam verdadeiras mentiras, poetas, fingidas, que são, infringiram o mais dado e puro duro nada (percebam as camadas). Demos algumas voltas na imensa praça escura, vinte minutos mais e menos de andor e palavras. Depois de tanto tempo de espera após o primeiro convite, eu e o primeiro convidado estávamos quites e planejávamos outros insucessos de encontros outras ondas e marolas em outros cantos de lula sem saber o que vai dar.

Praça Mauá, 2 pessoas.

Pique-pedra

(2014)

A dor de sentir meu dedão topando em uma pedra nunca foi maior que a dor em perceber que qualquer pedra deslocada, removida de um lugar a outro por qualquer humano que seja, constitui em si um jogo, que aqui chamo pique-pedra. Não que isso em si seja algo de terrível, particularmente adoro jogar, seja para brincar ou para competir. O problema, ou melhor, o meu problema neste jogo é o desagradável lugar que ocupo nele.

Pique-pedra é um jogo, de duração estendida e indefinível, que ocorre sempre que uma pedra é deslocada semântica ou fisicamente. Só possuo essa informação. Perdoem, pois não posso informar sobre quando o jogo começou ou termina. Provavelmente ele está ai desde o início do mundo. Nem mesmo sei qual a qualidade de cada jogada que acontece nele. O peso de cada participante no jogo me é um mistério ainda. A não ser sobre meu papel nele. É fácil reconhecer que nasci desprivilegiado na hierarquia dos deslocamentos de pedras pela cidade. Tanto para mim quanto para quem me observa sou obviamente menor. Mas, se desprivilegiado sou enquanto jogador, me resta a análise criteriosa de quem melhor está jogando no pique-pedra. E, ao modo de um arguto torcedor de futebol, teco minhas críticas, ainda que, quase sempre, apenas para mim.

Observo os calçamentos em pedra portuguesa em que piso cotidianamente e só consigo pensar que triste fim para uma pedra foi esse, em que infeliz ideia foi essa a de jogar pique-pedra dessa forma, calçando-as no chão, tornando estáticas essas pedras tão potentes, tão bonitas. Também observo aqueles que se aproveitam das pedras portuguesas que saem das calçadas, deslocadas pelo tempo e intempéries, e as capturam, transformando-as em amuletos para si. Estes, que então as guardam em suas bolsas e mochilas, tornam-nas objetos de adoração e contemplação estética individual, nada mais que isso. Apesar da subversão que operam no pique-pedra ao deslocar as pedras portuguesas de seu lugar na calçada, a opção ainda não me agrada justamente por seu caráter individualista. Eles pouco colocam problemas ao gesto de quem colocou as pedras lá. Afinal, quem vai notar a diferença de uma pedra a mais ou a menos no chão? O problema do indivíduo que pega a pedra para si está resolvido, que tem naquilo seu amuleto. Mas o problema social de todas aquelas pedras concretadas no chão não. Pior ainda aqueles que lidam com essas pedras apenas enquanto topografia da cidade. Só as percebem quando topam nelas e levam um tropeção ou as olhando enquanto flâneurs, pensando em sua beleza e no desenho que fazem quando calçadas. – Olha! Como lembra a calçada de Copacabana! – devem pensar. Passivos…

Também pudera. A maioria de nós mal se dá conta que jogamos a todo o momento o pique-pedra. Aposto que mesmo você que lê esse texto nunca havia percebido que a pedra que você chuta no chão ou que pega e passa deste lugar a aquele já está nesse jogo, já que está em relação à outra pessoa que será invariavelmente afetada por essa mudança. E até mesmo quando você pensa numa pedra e muda seu significado: quando você a atribui misticidade e quando você a faz funcional, transformando-a em calçada ou em edifício, nisso se torna absolutamente perceptível o jogo. Como disse antes, as regras são um mistério. Sabemos que mal sabemos sobre pique-pedra… Ou melhor, vocês mal sabem. Eu sei, ainda que pouco, ainda eu mesmo sendo pouco. E escolhi jogá-lo conscientemente numa manhã dum dia de semana qualquer.

A incômoda calçada de pedras portuguesas foi quem permitiu me engajar. Observei uma destas pedras soltas e a peguei. Seu tamanho era bom, cabia na palma da minha mão de forma que eu não a conseguia fechar por completo. Abriguei-me atrás de um poste e aguardei qualquer veículo passar. No momento certo arremessei o pedregulho em cheio na vidraça da porta dum ônibus que estava lotado. Facilmente aquilo se tornou um rebuliço. As mulheres e homens gritavam palavras de ódio contra o moleque terrorista que atentava contra a vida deles, contra a rotina, contra o que nem mesmo sabiam. Eu, na condição do que era absolutamente rechaçado por aquela multidão revoltosa, sabia claramente que eles não gritavam contra o que pensavam opor, mas simplesmente se indignavam pela subversão da funcionalidade da pedra portuguesa e pelo empoderamento da criança, não mais inocente, mas pura potência atentatória contra o que eles eram no jogo: passivos.

Sorri e corri ainda sob os gritos de ódio contra mim, sob o peso vexatório daqueles que eram estáticos em ônibus rotineiros, pensando em como era ótimo tirá-los daquela passividade cotidiana no pique-pedra e em como um deles, ao menos, um dia, poderia escrever sobre o que fiz.

(Publicado, numa versão anterior, na Fala Quebradas!)

—————————————–

Ninguém podia dormir na rede

(Rio, 10 de dezembro de 2016)

O sol surgiu no céu, e acordei com uma ligação de minha companheira dizendo ter visto um homem baleado num ônibus a frente daquele em que cotidianamente se desloca. Dizia sobre ter medo de que aquilo acontecesse a seu outro companheiro, com quem mora, num caso desses de assaltos em seus veículos corriqueiros. E, nesse momento de enunciação, sua voz hibridizou em mim à da juíza que temeu pela vida de minha irmã dias atrás, frente a recorrência de agressões que seu recém ex-marido havia cometido contra outras mulheres. Ouvia, então ecoantes, essas vozes dizendo dos conflitos no seio da familiaridade; não só em nossos cômodos, mas entre nós.

Claro, esse ‘nós’ que digo pouco diz quem abarca, para além de dizer que nele estou. E o digo assim por imprecisão mesmo de seus contornos. Me seriam os assaltantes em algo familiares, como vizinhos de bairro, pessoas com quem estudei? E poderia o vil habitar um lar, paradoxalmente cindindo a convivência ali? Nessas dúvidas, as próprias paredes de minha casa tornaram-se imprecisas, e quando vi já era tarde, já estava num ônibus, mas ainda almejava ver uma família em meu entorno.

Desembarquei. Havia filmes para assistir, um festival universitário, meus amigos que organizavam. Tinha início o segundo, em que logo reconheci os rostos na tela: amigos, amigos de amigos, músicos que tocam na Audio Rebel, por vezes na Lapa. Mas tantos eram os closes que recordei de nossa relação superficial, e não vi mais que suas peles alvas: lembrei que pouco compreendo o que dizem sobre seus desejos, não sem esforço empatizo com o que lhes dói. A epiderme tão próxima ali, em filme, mais me fazia relembrar de nossas distâncias do que o quê nos diz respeito mutuamente. E era compreensível a pele, nem sempre só órgão sensível, mas como limite que é, situando nossa cordial vizinhança, nada mais próximo que isso.

Logo me senti isolado. Decidi sair da sessão e seguir sozinho, parar numa lanchonete, comer algo, seguir para casa – cujas paredes já me pareciam novamente concretas a essa altura. Ali, ouvi um homem agredir verbalmente as pessoas que o atendiam, porque não lembravam qual fatia de pizza ele havia pedido há muitos minutos atrás. Foi então, num rompante, que me veio à memória minha mãe me contando como era ser empregada doméstica quando menor de dezoito anos, meu pai tentando amenizar o peso dum trabalho extenuante com álcool, meus irmãos e sobrinhos trabalhando subservientes a tantas pessoas problemáticas, e me enchi de raiva. Era noite, ou as paredes da minha casa anoiteceram. Tornou-se impreciso novamente meu lar.

Ainda assim, sob a lua, quase um teto, segui para meu bairro minutos depois. Foi quando entrei no ônibus que cotidianamente uso para voltar, e me dei conta do que o motorista falava a outro rodoviário: que, ao meio dia do dia anterior, alguém reagiu a um assalto naquele carro, efetuando um disparo com uma pistola. A marca residia no vidro da frente e só aí me dei conta dela: um pequeno círculo perfeitamente cravado naquela janela próxima ao banco do motorista; um furo abrindo o dentro ao fora, mais uma fresta fazendo passar algo da paisagem externa naquele veículo passante. Me veio à cabeça então algo estranho: pensei no projétil superando a pele humana como limite, já que a perfura, derramando seu sangue no chão. E era estranho pensar na violência do revólver com essa amabilidade. Estranho ver na vilania dos que o manejam uma vontade, para além do ferir, de um contato profundo; de pôr algo do mundo naquele buraco em que verterá o sangue do corpo perfurado. Mas não era tão estranho que, habitando na solidão em que a raiva de alguns se faz, estivesse eu vendo alguma familiaridade no seio dos conflitos. Talvez porque a casa – a nossa casa – não tinha paredes.

 

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Especialização em Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo

Oficina de Crítica Literária, prof.ª Cláudia Chigres

2017.1

“Tendo por referências relatos de Els Lagrou sobre seus desenhos de grafismos Kaxinawá e de Cildo Meireles quando desenhou pela primeira vez o que viriam a ser suas Malhas da Liberdade, e através de convites para que se desenhe algo em seu passo a passo, ensinando a realizá-lo por estas instruções sem palavras, Caderno de campo contém desenhos didaticamente decompostos, ao modo como alguns antropólogos documentaram padronagens indígenas em seus diários. Neste mesmo esforço investigativo, no verso de cada desenho – página subsequente deste caderno – convida-se quem o criou a escrever um relato sobre suas estruturas e falências. É assim, na forma e na prosa, que se toma o próprio desenho – ferramenta analítica de tantos pesquisadores quando em campo – como objeto de análise neste caderno, seu campo a ser perscrutado.”

Gerência de Educação, Museu de Arte do Rio, Outono de 2017. Dja Guata Porã: Rio de Janeiro indígena.

(Caderno desaparecido desde 26/05/2017)

(Reencontrado por mim em 11/06/2017, quando estava procurando um tecido para me vendar em uma atividade educativa)

Robnei chegou a me contar um tanto sobre seus projetos felizes em Boa Esperança antes que eu lhe dissesse do que tem me atormentado: que não tenho conseguido me sentir em arte. E ele me perguntou por que, no que quase lhe disse sobre o problema que criei a mim mesmo, quando Rob mesmo o deduziu ao dizer que percebia meu esforço em me rarefazer ao não produzir, em buscar um não-trabalho. Entramos num exemplo: no shopping-chão, quando dispus coisas minhas na rua e estive disponível a trocas com outras pessoas, ele não me via sendo radical, já que não disponibilizava aquilo sem reservas. O contei então do rumo que dei a esse trabalho em sua última versão – a que me satisfez -, quando apenas montava a estrutura de shopping-chão com meus objetos numa calçada e os deixava ali, disponíveis ao desaparecimento que iria lhes ocorrer inevitavelmente. Contudo, esse já não é o problema que me atormenta, o da coesão do gesto artístico com o da minha opção pela abstenção, de modo que disse a Robnei, quando me perguntou do que eu busco me abster quando falo de abster-me, que me percebo recusando o próprio gesto artístico. Ele então hesitou com os olhos e com os braços e, ponderando que lembrava de Marcel Duchamp e de Tehching Hsieh como artistas que deixaram de produzir obras e buscaram um afastamento do circuito artístico, falou, ainda assim, que eu mesmo não deveria deixar de compartilhar com outras pessoas e buscar interlocução com quem é tão ou mais comprometido com arte que eu para conversar sobre esse abster-se que me seduz e atormenta. Mas não pude o ouvir mais que isso, já que meu ponto havia chegado. O agradeci, saí do ônibus, e ao chegar no portão de casa, encontrei um pequeno ramo enfiado no buraco de sua fechadura. Fiquei encantado por aquele ato pequeno, de alguém que provavelmente não saberei quem é. Observei por alguns segundos sua forma, sua cor e textura, grato por quem cravou aquilo em minha porta, ação que me mostrou o limite tênue em que uma potencial obra de arte se fez, me pondo em dúvida se eu seria capaz de evitar o gesto artístico como disse, ou se só busquei me alienar dele, ou se busco me alienar dele como um outro gesto esse do alienar-se, tão em arte quanto. Em dúvida, pus o raminho de volta na fechadura ao entrar.

Diego Lopes Xavier <diegolxavier@yahoo.com.br>  9 de maio de 2017 16:13
Para: Bruna Camargos <bruna.camargos@museudeartedorio.org.br>, “Jandir Jr.” <jandir.s.junior@gmail.com>, Priscilla Gabrielle <pri.vyper@gmail.com>, Jade Helena Da Silva <jadehelena.s@gmail.com>, Geancarlos Barbosa <geancarlosnbarbosa@gmail.com>

Como não vamos mais ter nossas rodas de histórias semanais, escrevo, por aqui mesmo, uma que escutei por aí.

Nas minhas andanças, esbarrei com muitas pessoas que ouviram dizer que no dia do sol seres mágicos, vindos de mundos distintos, se reuniram num grande e caudaloso mar do delírio. Me disseram que este mar era a morada de um sábio que sempre levava consigo uma manta branca infinita e que ele tinha muitos nomes, mas era mais conhecido como Jandir. Alguns diziam que este sábio havia feito daquele mar sua casa há muito tempo, mas que havia nascido lá pelas bandas do Uruguai – que não sei onde fica.
O que importa é que este sábio só era sábio porque queria conhecer as histórias de todos os mundos, embora já conhecesse um monte delas. E foi por isso que ele havia convocado todos aqueles seres para visitar seu mar-morada. Como era impossível ouvir a todos ao mesmo tempo, ele teve a ideia de pedir àquelas criaturas sagradas que construíssem embarcações típicas de seus mundos. Porque sabia o sábio que o mar e as embarcações são lugares que guardam muitas histórias, são como baús dessas narrativas. Foi um desafio muito grande praqueles seres estrangeiros construírem as embarcações com os materiais que o sábio havia disponibilizado – eram materiais nada convencionais para a navegação -, mas ao fim de um período que pareceu voar como um pássaro de asas muito largas, o mar do delírio ficou repleto de embarcações.
Foi ali que se conheceu a história de Santiago, do mundo dos meninos de 13 anos. Sua embarcação tinha um casco e um mastro, mas também tinha nuvens por dentro, que permitia uma fuga pelos céus. Se viu também a embarcação do mundo dos triângulos, porque lá todo mundo gostava e se inspirava na forma dos triângulos. A criatura do mundo das filhas de marinheiros também esteve presente com sua embarcação transparente para que seus pais pudessem ver o mar enquanto trabalhavam. O guardião das mudanças, que tem um nome tão esquisito que preferi chamar de Gustavo, levou seu barco que tinha uma corda e uma pedra bem pesada. A pedra deixava o barco tão lento quanto as mudanças que carregava e a corda fora uma tentativa de alguém por orientar essas mudanças, mas de tanto tentar puxar, acabou arrebentada em vários pontos: por isso essa corda tinha um monte de nós, marcas das tentativas e fracassos de orientar as transformações. Enfim, naquele dia muitas histórias foram contadas.
O mar do delírio passou a ficar lotado de embarcações e histórias e já não é mais possível navegar por ali sem esbarrar nas narrativas que ficam circulando. Desde então, o mar do delírio passou a ser conhecido também por outro nome: mar do encontro.

( p eu ler – https://frieze.com/article/search-stanley-brouwn)

 

In search of Stanley Brouwn

by Oscar van den Boogaard

 

He never shows up at openings; there are very few catalogues that include images of his work, let alone his portrait. True to the spirit of 1960s conceptualism, his work is about dematerialization, the impersonal as part of the creative process and the disappearance of the author. Where is Stanley Brouwn?

During the writing of this essay, everyone I ask to put me in touch with him – gallerists, collectors, artist friends – also suddenly seems to vanish into thin air, as though they too are accomplices in the great disappearing act that ensures the artist stays invisible, so that the work can remain abstract and unburdened with what is irrelevant: its mortal maker.

The extraordinary thing is that, as I look for Brouwn, I catch myself out: I discover I don’t really want to find out who he is. This realization comes from a deep respect for his artistic choice to remain invisible and from a reverence for the concept of privacy in general that, nowadays, is being so forcefully eroded. Privacy is disappearing from our world not only because governments, corporations and citizens are so unabashedly nosy, but because individuals – in the age of Facebook, Instagram and soul-bearing television talk shows – no longer seem to feel the need for privacy. For many in the 21st century, privacy is regarded as a terrifying prison in which you are forced to wallow in your own solitude. Privacy is seen as a form of non-existence. We display ourselves to others and do not wish for one moment to be lost from view, to be alone for an instant.

Not so Stanley Brouwn: he is the man who wishes to remain invisible. And yet, thanks to the few details that are known about him, he has attained an almost mythical status. He was born in 1935 in Paramaribo, the capital of Suriname. The smallest country in South America, Suriname lies on the continent’s north-eastern Atlantic coast, between Guyana, French Guiana and Brazil.

Coincidentally, I grew up in Suriname during the second half of the 1960s. To me, in retrospect, it is a paradise. Four times larger than the Netherlands, of which it is a former colony, it consists mainly of Amazon rainforest and has barely half a million inhabitants. Until its inde­pend­ence in 1975, the country’s flag displayed five stars connected by an ellipse. The stars represented the various ethnic groups that were supposedly peacefully coexisting there. As I recall it, the yellow star symbolized the Chinese, the brown star the Hindus, the red star the indigenous population and the black one the Creole people. ‘Oscar,’ my black nanny would ask me, ‘what is the white star for?’ And my answer would be forthright: ‘White is for the people.’ Like all other colonies, of course, Suriname was governed by white oppressors.

Candide, the central character in Voltaire’s eponymous novella, visits Suriname during the enlightenment. ‘We have arrived at the end of our difficulties and the beginning of our happiness!’ Candide’s valet, Cacambo, cries out when he catches his first glimpse of Suriname. Close to Paramaribo, Candide sees a black man lying on the ground; the poor man is missing a left leg and a right hand. ‘Oh God!’ Candide says to him in Dutch. ‘What are you doing there, little friend, in that terrible state?’ ‘I am waiting here for my master,’ the man answers. ‘Is he the one who has done this to you?’ Candide asks. ‘Yes, sir,’ says the man, ‘It is the custom …’ Candide breaks down as he contemplates his pitiful state. He relinquishes his optimism and enters Suriname in tears.

According to his scant biography, Brouwn came to Amsterdam from Suriname in 1957. His fellow artist friend Armando introduced him to the Zero movement, a group of artists who rejected the evident authorial signature. Brouwn’s first works, dating from that time, which he later destroyed, were transparent polythene bags filled with all sorts of rubbish and hung from the ceiling. The work consisted of the visible content of the bag and nothing else. The pieces he actually considers to be his first works were ones he didn’t make himself: instead, he laid paper sheets on the street and an unsuspecting cyclist or pedestrian created the art work as they cycled or walked over them. Without realizing it, the passers-by became anonymous partners in these works capturing movement and time. Through participation, Brouwn placed the act of creation into the hands of others and subsequently erased, in a certain sense, his own artisthood.

Later, in the early 1960s, Brouwn would approach random pedestrians and ask them to draw directions to a particular place on a piece of paper. Using a stamp that said ‘This way Brouwn’ he would then imprint each drawing with its hallmark, like an eager neurotic bureaucrat, creating works that were simultaneously personal and abstract. Blank pages on which passers-by hadn’t drawn anything because they didn’t know the way were also considered art works, since Brouwn felt the whiteness precisely captured the participants’ abstract thought processes. The traces of footsteps and the directions on the ‘This way Brouwn’ works may well have been the starting point for the artist’s fascination with walking.

Walking is a way of becoming unstuck from yourself, of merging with your environment: the boundary between yourself and the environ­ment is relinquished. A cosmic unity is restored. It is about a dematerialization of the self, disso­lu­tion into space, becoming part of the geography. In the meantime, you shape something new; you become movement, measure, scale, direction, dimension and space. The obsession with precision leads further away from the self. From the 1970s onwards, like a nerdy rambler gone adrift, Brouwn recorded his own footsteps in various cities on index cards that he then stored in grey metal filing cabinets. In these works, personal experience becomes objectified and the subject dissolves. Autobiography is measured, quantified and made impersonal. You could call it a form of subli­mation. From the moment he first made those pieces, the artist’s own absence has been a distinguishing element in his work.

‘To dazzle by absence’ is a Dutch expression. It means that by being absent, you are all the more present. Does this apply to Brouwn? Or to his contemporary On Kawara, perhaps, who never makes public appearances and who communicates with the world via telegrams and postcards? However, whereas Kawara uses his own life as subject matter in his messages, such as ‘I am still alive’, Brouwn never adopts the first person in his work.

I am doing something that I really shouldn’t. On the-artists.org, a website dedicated to artists working since 1900, we can find a simple black and white passport-sized photograph of Brouwn. It is 444 × 595 pixels. For an artist who does not want photographs of himself or his works to be published, this is at the very least a provocation. We do not see much of him: the overexposed face of a balding man. From his features you can deduce that he is a Surinamer, probably belonging to the brown or black star of the flag. On the photograph, he is not so much pale as blank. He is wearing glasses and sports a thick, black moustache. He appears to be looking up, his gaze focused on infinite space beyond the camera. The pixels part and emptiness sets in.

In Wim Beeren’s book Action, Reality and Fiction in the Art of the 1960s in The Netherlands (1979), despite my best intentions, I discover a couple more photographs of the artist. We can see Brouwn during the enactment of a work from the ‘This way Brouwn’ series in Amsterdam in 1961. The slim artist looks on, with his hands in the pockets of his long, light raincoat, as a man in a suit scribbles on a piece of paper. In another photograph, we see Brouwn standing in front of a shoe shop window. A few women’s shoes can be made out in the shop window behind his right shoulder. It becomes clear that the first portrait was a crop of this image.

In catalogues for group exhibitions in which the artist participates, he is also consistently absent and his contribution is only ever a blank page. What could that blankness mean? A blank is something that is empty, something not filled in. Blank can mean everything and it can mean nothing at the same time. Blankness can stand for infinity, for every possibility. Blankness leaves everything open and admits everything. Blankness also stands for a refusal to speak. That which could be detrimental to meaning is left unsaid. It is the choice of not choosing: a precise way of saying that which is inexplicable and transcends language.

In the same book, I find another photograph of Brouwn, dated August 1964. The artist is standing in the window of an antiques shop, where Gallery Amstel was located. An anonymous per­for­mance by Brouwn is taking place there, on a Saturday. He uses objects that are to hand. Wearing a raincoat and a bag over his head, Brouwn steps onto the table. As he covers his head and chest with newspapers, he holds up wads of paper against the shop window. He takes off his shoes and lays them on the table. He picks up an axe and uses it to make chopping movements in the direction of one of the shoes. Clutching newspapers under his arms, he presses the shoe up to his left ear.

Here is another photograph with rounded edges. It has the shape of an old television screen. It’s taken from the Dutch art television programme Signalement from 29 December 1963. We see Brouwn during View of a City in 24 Hours (1963). The accompanying description says he laid sheets of paper on the street before returning later to collect the ‘trodden on’ pages.

In addition to these photographs we have an account. In 1964, at the Patio Gallery in Neu-Isenburg, an art happening took place in which Brouwn wore a bag over his head and sat still on a chair that he had put on a pedestal in the corner of the gallery. Is a man with a bag on his head a man without a face? He is, in any case, an artist on a pedestal. He is presently absent.

I am reminded of the Chinese parable that the German philosopher Rüdiger Safranski describes in Wieviel Wahrheit braucht der Mensch? (How Much Truth Do We Need?, 1990). It is about an artist who disappears into his own painting. Devoting himself for years to a single work, the painter has grown old and lonely. When the work is finally finished, he invites the few friends he still has to see it. They gather around the painting, which depicts a park and a narrow road leading to a house on a hill. Just as the guests have formed their opinions about the work and turn to share them with the painter, they realize he is no longer there. They look at the painting and see him walking up the road towards the house and opening the door; he turns around one more time, takes leave of his friends and goes inside, closing the door behind him. Such an act of introversion signifies separating yourself from the others. For those who stay behind, that disappearance is a kind of death. Yet, as conveyed by Safranski, this story says something about a homecoming of sorts, an arrival. Because the tale is told from the perspective of those who are left behind, there is no language for the joy of homecoming. At most you can say: look, in this painting you can find the language of happiness. It is, of course, a very romantic image. I don’t know if Brouwn is preoccupied with happiness. His work is still about being and not being. He disappears into his work. He disappears into space. But he doesn’t want to dissolve alone. He wants the whole of humanity to dissolve with him.

Brouwn is a space traveller and wants the viewers to become space travellers too. In a rare interview from 1967, the artist said of the ‘This way Brouwn’ series: ‘Brouwn makes people discover the streets they use every day. A farewell from the city, the earth, before we make the great leap into space, before we discover outer space.’

In 1964, he wrote a short manifesto for the Institute of Contemporary Arts Bulletin, in which it transpires that he believes in a future so abstract that people dissolve into time and space and colour. It is a kind of world in which there is no memory, a world in which art would also dissolve. Brouwn wishes to contribute to that dissolution through his work. He wants to make the world abstract. It is as if he wants to make him­self disappear, to conjure himself away through thought – which is a tremendous paradox, of course, because in order to conjure yourself away through thought you need to be present.

‘4000 A.D.
When science and art are entirely
melted together to something new
When the people will have lost their
remembrance and thus will have
no past, only future.
When they will have to discover everything
every moment again and again
When they will have lost their need for contact with others …
Then they will live in a world of only colour, light, space, time, sounds and movement
Then colour light space time
sounds and movement will be free
No music
No theatre
No art
No
There will be sound
Colour
Light
Space
Time
Movement’

What kind of world is being evoked here? The year 4000 ad is a time that can hardly be envisaged. Picturing it means imagining you are dead and that, from death, you return to the world of the living. In that time people will no longer have a sense of memory, past or future. In other words, they will be living in a kind of eternal present. That must be something like eternity itself. This is what spirituality strives for, a world outside of time. Because everything is constantly being forgotten, everything has to be continually rediscovered. This is why it is a form of intensified being, of complete receptivity. Every time you look in the mirror you will see yourself for the first time. It is a world in which there is no need to connect with others, a world without the possibility even to do so: how can you make a connection with someone if you forget them the next instant? Man is what he sees and he has ceased to cast judgement. He has become blank on the inside, which means he can become what he sees. Four thousand years after Christ, the dream of the artist is realized and man has finally become abstract. Man is colour, light, space, time and movement.

Brouwn wishes to be a man who walks the earth, a human being like any other. The work concerns ‘a’ human being – with an indefinite article – a human being who moves through life. He wishes to preoccupy himself with space and distance and direction. He wants the viewer to become his work. That is only possible by letting the viewers complete his work in their imagination, over and over again. They are forced to be­come space and distance, forced to experience space as if it were 4000 ad. They will forget them­selves and no longer have need for the notions of art and the artist. Brouwn will no longer be relevant.

If we did know what Brouwn looked like today – whether he was married and to whom, how many children he had, what the interior of his house looked like and where his personal problems lay – would that diminish the impact of his work? Would that mean we, the viewers, were less capable of dissolving into his work? And doesn’t an artist of whom we know everything turn, slowly, into a blank personality? We know everything about Tracey Emin: we know how she is feeling, what’s happening in her her love life, where she grew up. We know her naked and from fashion shoots. We have seen her unmade bed in the gallery; we have seen the inside of her home in interior design magazines. And yet she too remains an abstraction, a great void that wishes to fill itself up with meaning and images – and she needs the viewer for that.

The idea of conceptual art was that the person of the artist was no longer relevant. Yet Brouwn still claims his artisthood. His name is the final thread that connects him as a person to his work. The ultimate step would be to cut that thread. Become anonymous. Disappear. Dissolve. To let time be time and space be space and colours be colours. And to not only dream of forgetting but to forget and to be forgotten.

Um educador me veio e pediu para que eu estendesse o tecido que ele usara com um grupo de pessoas na chuva, e que molhou por isto, rés na exposição que eu monitorava. Foi difícil, mas encontrei um espaço abaixo do de Bernardo Damasceno, O M.A.R. vai virar sertão. E ao por o tecido sob aqueles barquinhos me foi imperativo imaginar sua azulidão como o mar mesmo, onde embarcações se doam para a estada, apesar das de Bernardo parecerem planar. Mas faltavam ondas no tecido inanimado, de modo que me pus em uma de suas extremidades e iniciei movimentos bem pequenos com meus dedos sobre sua superfície, enrugando-a e alisando-a, criando o impulso gravitacional daquele mar ou, se preferirmos, animando-o.

Ontem, Cypriano nos disse que animar é dar vida, na raiz sígnica desta palavra. Não encontro palavra melhor para pensar o que fazia ali, até porque um grupo de crianças logo chegou quando comecei a desenhar ondas de modo sisífico, me ajudando nesta empresa ao descobrir novas formas de a fazer e conversando sobre nosso encantamento mútuo em ondular. Talvez nos seduzisse que aquilo fosse como os desenhos animados que vimos nas telas da mídia, mais que a aparente estática dum tecido repousado no chão. Mais evidente era que animávamos não só o tecido ao passarmos nossos dedos nele, mas toda a obra de Damasceno, todos os barcos que a residiam, tudo que ali a rodeava: a galeria toda. Não entendam que digo estática das obras estáticas expostas, já que sei que delas se pode esperar ânima, mas digo que dotamos elas de personalidade e movimentos ao lhe criarmos contexto, e que outra dimensão de nós, mais tátil, é posta em criação quando fazemos o mar ao lhe acariciarmos. O inverso, contudo, também opera: a presença de barquinhos acima de nós, quando enrugamos aquele tecido, nos cartuniza o gesto de certa maneira. Já não sei então se há uma só origem neste impulso animador agora que duvido se ele parte somente de nós ou de nosso contexto. Penso nesta confluência originária, mas isso é olhar pra um anterior encontro e debitar a ele toda a criação, quando há o mar a ser agitado por nossos toques, breves frente a infinitude que a tarefa suscita.

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Jandir Jr. <mailexpressivo@gmail.com>                 29 de março de 2017 18:13
Para: Jorge Soledar <jsoledar@gmail.com>

Me recordo de quando fiz um documentário em áudio, onde gravei a voz de pessoas me respondendo se sou branco ou negro. Lembro que pedi sua resposta, a gravei, e quando você comentou como foi a experiência em sua aula – na qual eu participava -, me disse que não só a pergunta criava uma situação desconfortável a quem era convocado a responde-la, mas minha própria presença ali, enunciando-a, tornava ela mais vil. Pelo que entendi, isso se deu pela candura da minha voz, que – penso – acentuou em você, como entrevistado, a sensação de que responder era aceitar que eu, dissimuladamente, lhe responsabilizasse pelo que diria sobre mim, lhe convocando a congelar a complexidade de seu juízo em sua única resposta, e registrando-a para sempre.

Digo isso porque nunca pretendi indagar assim nesse documentário. Sequer tive um primeiro lampejo que me apontou que esta fosse uma possibilidade. Se dissimulei alguma malícia quando falei, não o fiz por uma intenção planejada. Mas entendi esse meu ato falho como um gesto constitutivo documental ao participar de uma de suas propostas. Era um evento da pós-graduação da EBA/UFRJ, e você cavava buracos num dos imensos espaços gramados da ilha do fundão. Não me recordo como, mas quando dei por mim você já segurava uma cabeça de manequim nas mãos, me propondo a tirar a camisa e lhe deixar fixar ela em meu pescoço – como um segundo crânio – com uma fita adesiva quase da cor da minha pele. E, quase que em seguida, já era fotografado por você, registrando meu corpo agenciado em sua proposta. Nem cheguei a pensar no incômodo que era me desnudar da cabeça à cintura ou da fita adesiva que iria marcar minha pele, já que tudo era realizado num clima jocoso, com muitas risadas, desfocado de seu propósito, apesar de se dar em sua realização. Mais que isso: foi por aceitar participar da proposta de um amigo que não percebi incômodo. Caso fosse alguém por quem não tivesse apreço a me abordar, não aceitaria participar, ou, se aceitasse, sentiria no meu corpo as hesitações que a desconfiança me propicia.

Foi aí que vi as semelhanças e polarizações que me fazem lhe escrever. Por confiar e gostar de você me senti acolhido no que me propôs, e aí só penso que essa é a produção, no fluxo inverso, do que lhe proporcionei. Diferente de produzir a responsabilização pela fragilidade de quem lhe entrevista, você me fez confortável, ainda que imobilizando meu corpo. Mas os procedimentos são igualmente perversos: pela dissimulação, desfocamos a consciência do outro – nosso alvo – do que ele está envolvido em verdade: de uma adequação dele – seja de seu corpo, seja de seu juízo – ao que queremos construir por fim. Reconheço em você uma atenção real a estes detalhes que aqui digo – das perversidades, das dissimulações, do convívio -, e transfiro a seu comentário sobre sua participação em meu documentário o início do que raciocino aqui, já que agora percebo que você me disse explicitamente naquele momento que fazemos trabalhos não só com nossos esforços plásticos e conceituais, mas, sobretudo nesses casos, com como constituímos nossas relações. E disso, acho que não temos tanto controle. Ou, pelo menos agora, sei que eu não tenho, que não tenho controle sobre como trabalhar com como me afeiçoo a alguém.

Fiquei feliz que tenha desejado um depoimento meu. Aproveite como quiser o que escrevi aqui.
Um abraço, Jorge. té breve,

(Acho que, se esse ainda é um trabalho com evidência na gênese conceitual que expus neste processofólio, o é somente por aqui mesmo e para as poucas pessoas que me acompanharam nos primeiros meses de seu desenvolvimento, já que, atualmente, pouco falo – para quem pergunta o porquê carrego um tecido repousado no ombro – sobre esses estímulos que me levaram a tal. Talvez em algo – penso – esta bandeira seja um de meus trabalhos restritos, privados, quase que não-públicos; quem a vê em mim não pode intuir a minha real motivação em sua complexidade, e quem me pergunta sobre ela tem respostas evasivas de minha parte, onde digo que é só um tecido, que é como um hábito, que não passa de uma roupa inútil – a grosso modo, tal como uma gravata -. Poucos sabem que é uma bandeira, e que é uma bandeira arriada, e que nunca será hasteada porque nunca hastearia bandeira alguma, e que é de linho, e que, portanto, tal qual um sudário, carrega as marcas de meu suor e do suor dos outros corpos com que cruzo, e que, penso agora e por fim, esta bandeira permanece arriada menos porque não quero hastear que por precisar cumprir sua função enquanto sudário; por sua vocação ao suor, flamula baixo o suficiente para roçar as peles, na pretensão de secar o mundo a partir de mim, pequeno demais para secar o mundo, pequeno demais para suportar o hasteio (ou será que, por flamular, na verdade está hasteada em mim?))

André Vargas 15 de fevereiro de 2017 21:44

Este é um convite inevitável para uma exposição desnecessária

acontecer de cor-tecido.

Você está sendo convocado a fazer uma bandeira. Você está sendo intimado a fazer da bandeira um suporte pictórico-simbólico tal qual um quadro. Você está sendo cooptado para empunhar as cores em conjunto em um espaço público. Você está sendo invitado e a transformar a praça pública em espaço expositivo. Você esta sendo convidado a conectar sua bandeira a outras bandeiras.

Sorria, você está sendo cotado para uma exposição do estranho nem tão estranho de dentro do – Fora temor!

3 REGRAS DA LIBERDADE:

1 – Toda bandeira deve ser feita com tecidos e/ou tintas somente nas cores vermelho, branco, preto e amarelo. (com o claro objetivo de deixar-se confundir com um princípio de manifestação política de orientações claras);

2 – Nas bandeiras não poderá haver frase, palavra, letra ou grafia que indique um sentido de comunicação estabelecido previamente. A ideia é que as cores das bandeiras juntas já consigam comunicar e causar impacto suficiente;

3 – Você deve repassar esse convite a pessoas que você cogite algum interesse nessa empreitada. Mas, como em uma manifestação outra, não se poderá ter um controle sobre quem irá ou não comparecer ao evento, podendo ser muitos ou poucos (O mínimo desse encontro sou eu – e você?).

DIA: 29 de maio
HORÁRIO: 18 horas
LOCAL: Praça Mauá – diante da estátua do barão.